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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Bolero - Romance na pista de dança

O Bolero é uma dança romântica por natureza. Seu caráter de dança de galanteio, suave, e terna inspira amor e paixões proibidas.Pode ser simplesmente dançado juntinho, ou pode ter diversas evoluções de giros. O ritmo mescla raízes espanholas com influências locais de varios países hispano-americanos. O mais célebre bolero mexicano é sem dúvida Bésame mucho, composto por Consuelo Velásquez. Popularmente diz-se que o Bolero é uma espécie de avô de outros ritmos como o chá-chá-chá, salsa e mambo. O bailarino Sebastian Cerezo foi quem popularizou o ritmo a partir das Sequildillas, bailados de cigana, cujos vestidos eram ornados com pequenas bolas, as “boleras”, que deu origem ao nome.
A princípio, era executado com acompanhamento de castanholas, violão e pandeiro, tal qual o fandango, enquanto o casal dançava sem se tocar, com sensuais movimentos de aproximação e afastamento. Hoje, a base da dança é o famoso “dois pra lá, dois pra cá”, mas sofre algumas variações dependendo do local. No Brasil, o Bolero sofreu influência do Tango e agregou giros, caminhadas, cruzadas e outras variações tornando a dança mais atraente, famosa no Rio de Janeiro.
Por ser um ritmo mais antigo e com performance calma, o bolero é visto como uma dança careta e para "velhos". Ainda assim, ele não perde seu público. Os amantes fiéis e românticos incorrigíveis permanecem na pista de dança.

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"É bonito e é gostoso dançar bolero do jeito que dançamos hoje, mesmo que não seja mais tão romântico... " (Martinho da Vila)

Mais Informações:
  • http://www.airtonaraujo.com.br/modules/mastop_publish/?tac=36
  • http://claudioaffonso.com/ritmos/
  • http://pt.wikipedia.org/wiki/Bolero

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Maxixe - A Dança Proibida

O Maxixe, também conhecido por Tango Brasileiro, é um tipo de dança de salão criada pelos negros. Foi a primeira dança urbana criada no Brasil e surgiu nos forrós da Cidade Nova e nos cabarés da Lapa, Rio de Janeiro, por volta de 1875. Fez sucesso entre o fim do século XIX e o início do século XX.
Dançada a um ritmo rápido, sua coreografia nasceu da vivacidade da polca, os requebros da habanera e do lundu. O resultado foi uma dança sensual e muito desenvolta que acabou sendo até proibida. O que caracteriza a dança é uma coreografia muito peculiar e provocante. Para se dançar maxixe, é necessário ter os pés praticamente plantados no chão - mexe-se pouco com eles - e responder aos apelos enérgicos da música com acentuados requebros de cintura, pernas entrelaçadas e umbigadas.
No início o maxixe era dançado em locais mal-vistos pela sociedade, como as gafieiras da época que eram freqüentadas por homens em busca de diversão com mulheres de classes sociais menos favorecidas. Considerado imoral aos bons costumes da época, devido a forma sensual como seus movimentos eram executados, foi perseguido pela Igreja, pela polícia, pelos educadores e chefes de família. Sua entrada nos salões elegantes das principais capitais brasileiras foi terminantemente proibida até que, em 1914, Nair de Tefé, primeira dama do país, esposa do então presidente Hermes da Fonseca, iria escolher um maxixe, o "Gaúcho" ou "Corta-jaca", de Chiquinha Gonzaga, para ser executado ao violão, nos jardins do Palácio do Catete, para escândalo de todo o país. Mais tarde o maxixe estendeu-se aos clubes carnavalescos e aos palcos dos teatros de revista e enriqueceu-se com grande variedade de passos e figurações, firmando-se como a dança da moda.
A divulgação do dança maxixe foi levada a efeito por um bailarino brasileiro chamado Antônio Lopes de Amorim Diniz, um dentista, que abandonou a profissão e em companhia das bailarinas Maria Lina, Gaby e Arlette Dorgère levou o maxixe para Paris fazendo enorme sucesso. Pela elegância dos seus passos, acabou recebendo o nome de Duque.
O maxixe caiu em desuso, talvez por sua complicada coreografia. Mas deixou como herança o samba, do qual foi precursora.

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sábado, 15 de novembro de 2008

Tango - A Força da Sedução

Na dança de salão há muitos estilos que envolvem sensualidade, como já foi demonstrado aqui: a salsa, a lambada e o zouk. Mas nenhum tem uma força tão grande quanto o tango.
O tango foi desenvolvido na Argentina e no Uruguai no século XIX. A dança resulta da fusão da música européia, africana e gaúcha. Inicialmente o tango era dançado por gente humilde e do povo, já que famílias decentes não se expunham. Esteve associado com bordéis e cabarés, porque só as prostitutas aceitariam esse tipo de dança. Assim, fora desse âmbito, era comum que o tango fosse dançado por um casal de homens.
O tango é dançado normalmente em ronda (linha de dança que se faz no sentido dos ponteiros do relógio), numa posição cerrada, peito com peito, ou face encostada (cara a cara). A coreografia é complexa e tem um apelo dramático, pela enorme capacidade de improvisação no eterno tema do amor. A sutileza, a elegância, a manha e a destreza do "andar de gato" que caracteriza os bons bailarinos de tango realça o entendimento do par, a sua sensualidade e a delicadeza dos seus movimentos. Muitos dos rituais próprios do tango argentino resultam de códigos de conduta, regras de etiqueta e de relacionamento social que foram sendo estabelecidos ao longo do tempo.
Atualmente as aulas de tango são muito procuradas nas academias. Esse tipo de dança exige técnica, mas a beleza dos passos se deve a um estilo próprio de dançar que cada casal desenvolve.

"O Tango é a dança da carne, do desejo, dos corpos entrelaçados. É um diálogo novo, a sedução feita movimento, o ir e o vir, encontro de dois mundos. É um baile exibicionista, freneticamente belo que ronda sem temores o universo do lúdico. O casal de baile roça os seus sapatos entre sensuais carícias enquanto o atónito espectador ocasional, eterno 'voyeur', se fascina e deslumbra com o ardor do tácito romance entre os dançarinos."

Assista ao clipe abaixo com o melhor do Tango Argentino:

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terça-feira, 11 de novembro de 2008

A Escolha do Seu Par

Trecho de um artigo publicado na Revista Veja da Editora Abril que transmite o valor da dança de salão fazendo um paralelo entre a dança de ontem e de hoje. O enfoque está nas relações entre os casais. O papel do homem e da mulher na dança.
"Na dança de salão o homem tem uma série de obrigações, como cuidar da mulher, planejar o rumo, variar os passos, segurar com firmeza e orientar delicadamente o corpo de uma mulher. Homens levam três vezes mais tempo para aprender a dançar do que mulheres. Não que eles sejam menos inteligentes, mas porque têm muito mais funções a executar. Essa sobrecarga em cima do homem permite à mulher avaliar rapidamente a inteligência do seu par, a sua capacidade de planejamento, a sua reação em situações de stress.
Uma mulher precisa de muito mais informações do que um homem para se apaixonar, e a dança permitia a ela avaliar o homem na delicadeza do trato, na firmeza da condução, no carinho do toque, no companheirismo e no significado que ele dava ao seu par. Ela podia analisar como o homem lidava com o fracasso, quando inadvertidamente dava uma pisada no seu pé.
Essa convenção social de antigamente permitia ao sexo feminino avaliar numa única noite vinte rapazes entre os 500 presentes num grande baile. As mulheres faziam um verdadeiro teste psicológico, físico e social de um futuro marido e obtinham o que poucos testes psicológicos revelam.
Infelizmente, perdemos esse costume porque se começou a considerar a dança de salão uma submissão da mulher ao poder do homem, porque era o homem quem convidava e conduzia a mulher.
Criaram o disco dancing, em que homem e mulher dançam separados, o homem não mais conduz nem sequer toca no corpo da mulher. O som é tão elevado que nem dá para conversar, os usuais 130 decibéis nem permitem algum tipo de interação entre os sexos.
(...)Grandes dançarinos são grandes amantes, e não é por coincidência que mulheres adoram homens que realmente sabem dançar e se apaixonam facilmente por eles. (...) Se você for mãe de um filho, ajude a reintroduzir a dança de salão nos clubes, nas festas e nas igrejas, para que homens aprendam a lidar com carinho com o corpo de uma mulher.
Se você for mãe de uma filha, devolva a ela a oportunidade que seus pais lhe deram, em vez de deixar sua filha surda, casada com um brutamontes, confuso e insensível idiota."

Edição 1877, 27 de outubro de 2004. Por Stephen Kanitz.

Leia a matéria completa no site da Veja on-line

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Zouk, o filho da lambada

O zouk nasceu nas ilhas caribenhas de colonização francesa, mais frequentemente praticado nas ilhas de Guadalupe, Martinica e San Francisco. É um termo da língua kreole (mistura do francês com línguas africanas) que significa festa. Porém, nos seus lugares de origem existe uma forma de se dançar diferente da que se dança no Brasil.
Aproveitamos esse novo estilo musical para por em prática nossa velha conhecida lambada, que como foi dito no post anterior, entrou em decadência há alguns anos como música, porém nunca morreu como estilo de dança. Tanto que por algum tempo, quando a moda de dançar lambada estava em seu auge, o zouk era chamado de lambada francesa.
Dançamos o zouk como se dançava lambada, só que de forma mais lenta e sensual, mas os passos e movimentos são basicamente os mesmos. Uma característica básica da dança são as jogadas de cabeça e movimentos contínuos, que resultam em um passeio em liberdade melódica, com respiração nas pausas. É claro que como qualquer dança, os passos estão em constante evolução, sofrendo influências de outros ritmos, o que traz algumas diferenças entre a lambada-zouk de hoje e a lambada de antes.
A sensualidade do ritmo desperta o interesse dos jovens e torna o Zouk um dos estilos mais atraentes da dança de salão. Sua musicalidade enseja o romantismo, fortalecendo um dos mais gratificantes prazeres da vida, que é dançar. Assista o video abaixo e se entregue também a esse ritmo envolvente.


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domingo, 2 de novembro de 2008

Dançando Lambada!

Surgido no Pará na década de 70, a lambada é um ritmo eminentemente brasileiro resultante da fusão de ritmos já existentes no Brasil como o forró, na região Nordeste e o carimbó, da região Amazônica, e outros ritmos da América Latina como: a Cumbia e o Merengue. Diversos relatos de paraenses contam que uma emissora local chamava de "Lambadas" as músicas mais vibrantes. O uso transformou o adjetivo em nome próprio, batizando o ritmo.
A dança teve sua origem a partir de uma mudança do carimbó que passou a ser dançado por duplas abraçadas ao invés de duplas soltas. Assim como o forró, a lambada tem na polca sua referência principal para o passo básico, somando-se o balão apagado, o pião e outras figuras do maxixe.
A Lambada chegou e se desenvolveu em Porto Seguro. Inicialmente era dançada durante o dia e a noite nas areias das praias, em frente às barracas, passando mais tarde para os salões. De Porto Seguro foi para São Paulo, onde virou febre na cidade, mas teve a sua consagração nacional após o grande sucesso, na França, do grupo Kaoma, em 1989, com a música "Chorando se Foi".
Assista ao clipe da música:
O sucesso da lambada aqui e no exterior explode e em pouco tempo o ritmo está presente em filmes e praticamente todos os programas de auditório aparecendo até em novelas. É a hora dos grandes concursos e shows. A necessidade do espetáculo faz com que os dançarinos criem coreografias cada vez mais ousadas, com giros e acrobacias.
Depois de algum tempo o ritmo entrou em crise e a lambada foi perdendo espaço nos salões de dança. No entanto, o uso de músicas que tivessem a batida característica da lambada continuaram a ser tocadas. Assim novos estilos de dança apareceram influenciados pelo ritmo. O mais famoso de todos é o Zouk.
A lambada tem a sensualidade e o vigor necessários para encantar o mundo. Sua difusão nos deixou grandes legados. Boa parte dos talentos da dança de salão de hoje surgiram a partir da lambada. Foi esse ritmo que levou os jovens a conhcecer a dança de salão. E a visibilidade internacional conquistada - a lambada é a nossa dança de par mais conhecida no exterior (mais até que o samba), mas principalmente o resgate do direito de dançar abraçado, perdido a décadas.
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quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Comissão Brasileira da Dança de Salão


A Andanças (Associação Nacional de Dança de Salão) foi criada em 2001 na Primeira Semana da Dança da Mimulus em Belo Horizonte. Mas a primeira ação efetiva só veio a acontecer em fevereiro de 2003, novamente na Semana da Dança, quando Baby Mesquita, diretora da Mimulus, aponta para a urgência e a grande necessidade da classe, propondo a instalação imediata de uma associação nacional. Apesar da real necessidade de organização ficou decido que antes de efetivá-la seria preciso divulgar o máximo possível - dando espaço a todos os interessados para participar de sua elaboração.

A Associação tem o objetivo de divulgar a dança de salão, promover o intercâmbio e o aprimoramento profissional, realizar grandes eventos, criar um código de ética e disseminá-lo, lutar de maneira organizada pelos interesses gerais da classe de dança de salão, fortalecer o mercado, preservar as características culturais e artísticas da dança de salão, com respeito à suas diferentes formas e manifestações.

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segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Forró: O arrasta-pé que todo mundo sabe

Quem nunca arriscou um "dois-pra-cá, dois-pra-lá" que atire a primeira pedra. O forró é um dos ritmos mais populares da dança de salão. Essa dança brasileira, de origem nordestina, é conhecida também por arrasta-pé, bate-chinela, fobó, e forrobodó. No forró, vários ritmos musicais dessa região, como baião, o coco, a quadrilha, o trojão, o xaxado e o xote, são tocados, tradicionalmente, por trios, compostos de um sanfoneiro, um zambumbeiro e um tocador de triângulo.
Existem duas versões para designar o termo forró. Há quem diga que vem de “for all” (em inglês “ para todos”), o que indicava o livre acesso aos bailes promovidos pelos ingleses que construíam ferrovias em Pernambuco no início do século; no entanto, há quem defenda a tese de que a palavra forró vem do termo africano “forrobodó”, que significa festa, bagunça. A dança do forró têm influência direta das danças de salão européia, possui semelhanças com o toré e o arrastar dos pés do índios, com os ritmos binários portugueses e holandeses e com o balançar dos quadris dos africanos. Uma das principais características do forró é o ato de arrastar os pés durante a dança. De acordo com pesquisadores, o forró surgiu no século XIX. Nesta época, como as pistas de dança eram de barro batido, era necessário molhá-las antes, para que a poeira não levantasse. As pessoas dançavam arrastando os pés para evitar que a poeira subisse.
Embora seja tipicamente nordestino, o forró espalhou-se pelo Brasil fazendo grande sucesso. Foi Luiz Gonzaga que fez o forró cair no gosto popular e ser o sucesso que é hoje. Após vencer o preconceito do diretor artístico da rádio, que o proibia até de usar as roupas típicas do caboclo nordestino e que seriam depois sua marca registrada. Os migrantes nordestinos também contribuíram para difundir esse ritmo, principalmente nas décadas de 1960 e 1970.

O forró é dançado em pares que executam diversas evoluções, diferentes para cada um de seus estilos. Atualmente, existem vários gêneros de forró: forró eletrônico, forró tradicional, forró universitário e o forró pé de serra.
Aprenda alguns passos básicos:


Especialmente popular nas cidades brasileiras de Juazeiro do Norte, Caruaru, Mossoró, São Miguel e Campina Grande, onde é símbolo da Festa de São João, e nas capitais Aracaju, Fortaleza, João Pessoa, Natal, Maceió e Recife, onde são promovidas grandes festas. Atualmente, o forró está novamente no auge do sucesso e vem conquistando adeptos entre os jovens e adolescentes de todo país. Esta procura por um ritmo que até pouco tempo, era visto com preconceito, está mais uma vez mudando “ a cara” do forró.

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quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Salsa: O Tempero Picante da Dança

Pouco ou quase nada se tem escrito sobre as origens e a evolução da dança hoje conhecida como salsa. Uma das versões quanto à sua origem diz que derivou do danzón que era uma dança praticada em Cuba, com músicas fortes e melodia rica; outra diz que nasceu da mistura estilos praticados em Porto Rico influenciado pelos ritmos cubanos; já uma terceira versão diz que teria surgido em Nova Iorque, da mistura das Big Bands aos ritmos dos imigrantes cubanos e porto riquenhos. O nome Salsa se refere ao tempero, a algo picante, o que caracteriza efetivamente o ritmo. A Salsa cada vez mais se incorpora às danças tradicionais de Salão no Brasil mas teve seu auge na década de 60.

No final do século XVIII o homem tomava a mulher com a mão direita no centro das costas. Existia uma grande separação na zona pélvica e a aproximação se dava no torso, ambos dançando com as pernas semiflexionadas. Esta distância entre os pares se devia ao fato de que as jovens iam acompanhadas por suas famílias e era mal visto por todos o fato de os pares dançarem muito próximos. Ao dançar sempre se flexionavam os joelhos e com eles movia-se todo o corpo, sem deslizar (porque o chão era de terra). Por isso os pés se levantavam de forma exagerada. Conforme foi chegando às cidades do oriente, a maneira de se dançar o
son foi mudando. Os movimentos se tornavam mais suaves e a postura foi se assemelhando à do Danzon (embora menos rígida). O homem toma a mesma postura do son montuno, porém trocando a postura extremamente inclinada por uma mais moderada; além do mais, nas cidades podia-se arrastar os pés. Aqui o homem coloca a perna direita entre as da mulher, e o passo básico consiste em avançar e retroceder. Existe uma característica fundamental: o movimento da caixa torácica se inclinava para as laterais. No momento de pisar o pé direito o tórax se inclinava para a direita e ao pisar o esquerdo, se inclinava para a esquerda.
A salsa é um ritmo latino que mistura sensualidade e técnica. Á primeira vista pode parecer uma dança com passos complicados, mas é só conhecer um pouco e se entregar ao ritmo "caliente" que envolve seu corpo para descobrir o sabor desse tempero em sua vida.


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segunda-feira, 29 de setembro de 2008

A História da Dança de Salão


Antes de contar como a dança de salão surgiu vamos contextualizar o papel da dança na história. A dança é uma das artes mais antigas de que se tem conhecimento. A expressão corporal é de fundamental importância para o ser humano, fazendo com que aperfeiçoemos a nossa coordenação motora, além de que quando efetuada em grupo proporciona uma convivência social saudável e ainda, trazendo grande paz de espírito e benefícios ao organismo.
As primeiras danças sociais, como eram chamadas as danças em casais, surgiram no séc. XIV. Eram a base dance (1350-1550) e o pavane (1450-1650), dançadas exclusivamente por nobres e aristocratas. A Idade Média foi um período em que a dança, considerada pagã pelo clero foi condenada e proibida. Nos sécs. XIV e XVII a Inglaterra foi berço da contradanse, também só dançada pela Corte. Os mestres utilizavam muito dos desenhos geométricos no chão: o círculo, o losango, quadrados, retângulos, pois essas danças eram para serem vistas de cima, pelos aristocratas e nobres.
Com o passar do tempo a dança de salão foi se profissionalizando, com a criação da Real Academia de Música e Dança pelo rei Luís XIV, da França, sendo que a partir daí não é mais possível a participação de amadores dando espaço para qualquer pessoa aprender a dançar com objetivo cénico, por outro lado a corte continuou com seus bailes sociais. A popularização das danças sociais deu-se em 1820 através do Minueto, desenvolvendo-se o cotillos e a quadrille.
A forma de dança em casal foi levada pelos colonizadores para as diversas regiões das Américas, aonde deu origem às muitas variedades a medida que se mesclava às formas populares locais: tango na Argentina, o maxixe, que deu origem ao samba de gafieira, no Brasil a habanera, que deu origem a diversos ritmos cubanos como a salsa, o bolero, a rumba etc
No Brasil a dança de salão foi introduzida em 1914, quando a suíça Louise Poças Leitão, fugindo da I Guerra Mundial, aportou em São Paulo. Ensinando valsa, mazurca e outros ritmos tradicionais para a sociedade paulista, Madame Poças Leitão não imaginava que iria criar uma tradição tão forte, seguida por discípulos que continuariam a divulgar a dança de salão, entre elas o Núcleo de Dança Stella Aguiar.

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