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terça-feira, 11 de novembro de 2008

A Escolha do Seu Par

Trecho de um artigo publicado na Revista Veja da Editora Abril que transmite o valor da dança de salão fazendo um paralelo entre a dança de ontem e de hoje. O enfoque está nas relações entre os casais. O papel do homem e da mulher na dança.
"Na dança de salão o homem tem uma série de obrigações, como cuidar da mulher, planejar o rumo, variar os passos, segurar com firmeza e orientar delicadamente o corpo de uma mulher. Homens levam três vezes mais tempo para aprender a dançar do que mulheres. Não que eles sejam menos inteligentes, mas porque têm muito mais funções a executar. Essa sobrecarga em cima do homem permite à mulher avaliar rapidamente a inteligência do seu par, a sua capacidade de planejamento, a sua reação em situações de stress.
Uma mulher precisa de muito mais informações do que um homem para se apaixonar, e a dança permitia a ela avaliar o homem na delicadeza do trato, na firmeza da condução, no carinho do toque, no companheirismo e no significado que ele dava ao seu par. Ela podia analisar como o homem lidava com o fracasso, quando inadvertidamente dava uma pisada no seu pé.
Essa convenção social de antigamente permitia ao sexo feminino avaliar numa única noite vinte rapazes entre os 500 presentes num grande baile. As mulheres faziam um verdadeiro teste psicológico, físico e social de um futuro marido e obtinham o que poucos testes psicológicos revelam.
Infelizmente, perdemos esse costume porque se começou a considerar a dança de salão uma submissão da mulher ao poder do homem, porque era o homem quem convidava e conduzia a mulher.
Criaram o disco dancing, em que homem e mulher dançam separados, o homem não mais conduz nem sequer toca no corpo da mulher. O som é tão elevado que nem dá para conversar, os usuais 130 decibéis nem permitem algum tipo de interação entre os sexos.
(...)Grandes dançarinos são grandes amantes, e não é por coincidência que mulheres adoram homens que realmente sabem dançar e se apaixonam facilmente por eles. (...) Se você for mãe de um filho, ajude a reintroduzir a dança de salão nos clubes, nas festas e nas igrejas, para que homens aprendam a lidar com carinho com o corpo de uma mulher.
Se você for mãe de uma filha, devolva a ela a oportunidade que seus pais lhe deram, em vez de deixar sua filha surda, casada com um brutamontes, confuso e insensível idiota."

Edição 1877, 27 de outubro de 2004. Por Stephen Kanitz.

Leia a matéria completa no site da Veja on-line

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Forró: O arrasta-pé que todo mundo sabe

Quem nunca arriscou um "dois-pra-cá, dois-pra-lá" que atire a primeira pedra. O forró é um dos ritmos mais populares da dança de salão. Essa dança brasileira, de origem nordestina, é conhecida também por arrasta-pé, bate-chinela, fobó, e forrobodó. No forró, vários ritmos musicais dessa região, como baião, o coco, a quadrilha, o trojão, o xaxado e o xote, são tocados, tradicionalmente, por trios, compostos de um sanfoneiro, um zambumbeiro e um tocador de triângulo.
Existem duas versões para designar o termo forró. Há quem diga que vem de “for all” (em inglês “ para todos”), o que indicava o livre acesso aos bailes promovidos pelos ingleses que construíam ferrovias em Pernambuco no início do século; no entanto, há quem defenda a tese de que a palavra forró vem do termo africano “forrobodó”, que significa festa, bagunça. A dança do forró têm influência direta das danças de salão européia, possui semelhanças com o toré e o arrastar dos pés do índios, com os ritmos binários portugueses e holandeses e com o balançar dos quadris dos africanos. Uma das principais características do forró é o ato de arrastar os pés durante a dança. De acordo com pesquisadores, o forró surgiu no século XIX. Nesta época, como as pistas de dança eram de barro batido, era necessário molhá-las antes, para que a poeira não levantasse. As pessoas dançavam arrastando os pés para evitar que a poeira subisse.
Embora seja tipicamente nordestino, o forró espalhou-se pelo Brasil fazendo grande sucesso. Foi Luiz Gonzaga que fez o forró cair no gosto popular e ser o sucesso que é hoje. Após vencer o preconceito do diretor artístico da rádio, que o proibia até de usar as roupas típicas do caboclo nordestino e que seriam depois sua marca registrada. Os migrantes nordestinos também contribuíram para difundir esse ritmo, principalmente nas décadas de 1960 e 1970.

O forró é dançado em pares que executam diversas evoluções, diferentes para cada um de seus estilos. Atualmente, existem vários gêneros de forró: forró eletrônico, forró tradicional, forró universitário e o forró pé de serra.
Aprenda alguns passos básicos:


Especialmente popular nas cidades brasileiras de Juazeiro do Norte, Caruaru, Mossoró, São Miguel e Campina Grande, onde é símbolo da Festa de São João, e nas capitais Aracaju, Fortaleza, João Pessoa, Natal, Maceió e Recife, onde são promovidas grandes festas. Atualmente, o forró está novamente no auge do sucesso e vem conquistando adeptos entre os jovens e adolescentes de todo país. Esta procura por um ritmo que até pouco tempo, era visto com preconceito, está mais uma vez mudando “ a cara” do forró.

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quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Salsa: O Tempero Picante da Dança

Pouco ou quase nada se tem escrito sobre as origens e a evolução da dança hoje conhecida como salsa. Uma das versões quanto à sua origem diz que derivou do danzón que era uma dança praticada em Cuba, com músicas fortes e melodia rica; outra diz que nasceu da mistura estilos praticados em Porto Rico influenciado pelos ritmos cubanos; já uma terceira versão diz que teria surgido em Nova Iorque, da mistura das Big Bands aos ritmos dos imigrantes cubanos e porto riquenhos. O nome Salsa se refere ao tempero, a algo picante, o que caracteriza efetivamente o ritmo. A Salsa cada vez mais se incorpora às danças tradicionais de Salão no Brasil mas teve seu auge na década de 60.

No final do século XVIII o homem tomava a mulher com a mão direita no centro das costas. Existia uma grande separação na zona pélvica e a aproximação se dava no torso, ambos dançando com as pernas semiflexionadas. Esta distância entre os pares se devia ao fato de que as jovens iam acompanhadas por suas famílias e era mal visto por todos o fato de os pares dançarem muito próximos. Ao dançar sempre se flexionavam os joelhos e com eles movia-se todo o corpo, sem deslizar (porque o chão era de terra). Por isso os pés se levantavam de forma exagerada. Conforme foi chegando às cidades do oriente, a maneira de se dançar o
son foi mudando. Os movimentos se tornavam mais suaves e a postura foi se assemelhando à do Danzon (embora menos rígida). O homem toma a mesma postura do son montuno, porém trocando a postura extremamente inclinada por uma mais moderada; além do mais, nas cidades podia-se arrastar os pés. Aqui o homem coloca a perna direita entre as da mulher, e o passo básico consiste em avançar e retroceder. Existe uma característica fundamental: o movimento da caixa torácica se inclinava para as laterais. No momento de pisar o pé direito o tórax se inclinava para a direita e ao pisar o esquerdo, se inclinava para a esquerda.
A salsa é um ritmo latino que mistura sensualidade e técnica. Á primeira vista pode parecer uma dança com passos complicados, mas é só conhecer um pouco e se entregar ao ritmo "caliente" que envolve seu corpo para descobrir o sabor desse tempero em sua vida.


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domingo, 5 de outubro de 2008

Dança sem Preconceitos

Como foi dito no post anterior a dança de salão traz muitas vantagens à vida de quem a pratica. É uma atividade física que pode ser feita por pessoas de todas as idades e nunca sai de moda. Jovens, idosos, altos, magros, gordos, baixos e até deficientes físicos podem se beneficiar desse caráter multicultural da dança. Beto Campos, bailarino e professor em São Paulo diz que: “Minha aluna mais nova foi uma menininha de 5 anos e meu aluno mais velho foi um senhor de 95 anos”.
Homens e mulheres procuram a dança por motivos diferentes. Elas vão em busca de uma atividade prazerosa que possa aliviar as tensões. Eles geralmente vão arrastados pelas esposas e namoradas. Os solteiros freqüentam os cursos de dança para conhecer pessoas ou para perder a timidez.
Ainda existe o preconceito de que dança de salão é “coisa de velho” e de que alguns ritmos, tais como o
bolero, é “brega e careta”. De fato, a dança a dois, durante certo período, foi praticada em poucos lugares, quase sempre localizados em bairros de periferia das grandes cidades e no interior do país. Seus adeptos, geralmente com mais de quarenta anos de idade, eram vistos como conservadores e antiquados pela grande maioria jovem da população, amante dos vigorosos movimentos dos ritmos próprios das discotecas dos anos 60. A popularização da dança em casal pelos jovens só surgiu nos anos 80 com o sucesso internacional da lambada. Estes descobriram o prazer da dança a dois e começaram a se aproximar de outros ritmos.
Felizmente, conceitos equivocados como esses estão mudando. Ao freqüentar os salões de dança as pessoas conhecem e acabam se entregando ao prazer de dançar. O vídeo abaixo exemplifica toda a abordagem descrita aqui e reflete o quanto a dança é uma atividade democrática.




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terça-feira, 30 de setembro de 2008

Dançar faz bem!

A dança de salão é essencialmente uma atividade social e provoca uma sensação de bem-estar psicológico. Permite a troca de experiências, estimula o diálogo e aumenta a motivação, além de ser uma excelente atividade física. Você pode queimar até 700 calorias em uma hora. Uma ótima opção para quem está cansado das rotinas de academia e deseja aliar diversão à hábitos saudáveis.
As pessoas que têm o hábito de dançar em salões apresentam uma mudança significativa de comportamento: menos timidez, mais confiança, mais vontade de encontrar os amigos e de sair para as baladas. O equilíbrio emocional, tão importante para emagrecer e manter o peso desejado é mais facilmente alcançado e se torna um fator decisivo para conquistar um corpo mais saudável.
Dançar aumenta a freqüência cardíaca, estimula à circulação do sangue, melhora a capacidade respiratória e queima muitas calorias.

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