terça-feira, 9 de dezembro de 2008

A Poesia na Dança

A poetisa e artista plástica Dalva Saudo, fez um poema em homenagem ao site Túnel do Tempo - A arte de se divertir dançando, ressaltando o valor da dança de salão. O poema foi publicado no livro "Coletânea Komedi" página 49.

Dança de Salão

"Lindos musicais aos turbilhões de ilusões
Conduzem-nos ao túnel subconsciente,
Espelhando reflexos conscientes de paixões!
No lirismo poético, lembranças e esperanças,
Vão refletindo trajetórias de histórias.
Emoções nas canções, lampejos de desejos,
Em eras das noites de paqueras.
Meteoros da noite, luzes e refletores oscilam,
Estrelando cintilantes cores de brilhos,
Riscando e distribuindo rebrilhos num vaivém,
Encantando freqüentadores sonhadores.
Um vento brando suaviza…dando leveza e beleza
Aos movimentos da dança e luzes do “firmamento”
Tornamo-nos personagens desse cenário,
De musicais essenciais. Na dança de salão,
Transportamo-nos aos sonhos…existenciais.
Na “arte de se divertir dançando”
Vive-se um sonho, esquecendo o pesadelo.
Vive-se a alegria, esquecendo a tristeza.
Prova de que Deus está em todos os lugares
Igrejas, lares, bailes, bares…
A dança é anestésico temporário
Fragmentos de esquecimentos, receituário…
Para nos auxiliar a chegar ao fim do itinerário,
Até o fechar do cenário."

Fonte: http://www.medicinageriatrica.com.br/2008/10/13/saude-geriatria/poemas-da-dalva-saudo/

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Bolero - Romance na pista de dança

O Bolero é uma dança romântica por natureza. Seu caráter de dança de galanteio, suave, e terna inspira amor e paixões proibidas.Pode ser simplesmente dançado juntinho, ou pode ter diversas evoluções de giros. O ritmo mescla raízes espanholas com influências locais de varios países hispano-americanos. O mais célebre bolero mexicano é sem dúvida Bésame mucho, composto por Consuelo Velásquez. Popularmente diz-se que o Bolero é uma espécie de avô de outros ritmos como o chá-chá-chá, salsa e mambo. O bailarino Sebastian Cerezo foi quem popularizou o ritmo a partir das Sequildillas, bailados de cigana, cujos vestidos eram ornados com pequenas bolas, as “boleras”, que deu origem ao nome.
A princípio, era executado com acompanhamento de castanholas, violão e pandeiro, tal qual o fandango, enquanto o casal dançava sem se tocar, com sensuais movimentos de aproximação e afastamento. Hoje, a base da dança é o famoso “dois pra lá, dois pra cá”, mas sofre algumas variações dependendo do local. No Brasil, o Bolero sofreu influência do Tango e agregou giros, caminhadas, cruzadas e outras variações tornando a dança mais atraente, famosa no Rio de Janeiro.
Por ser um ritmo mais antigo e com performance calma, o bolero é visto como uma dança careta e para "velhos". Ainda assim, ele não perde seu público. Os amantes fiéis e românticos incorrigíveis permanecem na pista de dança.

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bonito e é gostoso dançar bolero do jeito que dançamos hoje, mesmo que não seja mais tão romântico... " (Martinho da Vila)

Mais Informações:
  • http://www.airtonaraujo.com.br/modules/mastop_publish/?tac=36
  • http://claudioaffonso.com/ritmos/
  • http://pt.wikipedia.org/wiki/Bolero

domingo, 30 de novembro de 2008

Por uma Licenciatura na Dança de Salão

Pesquisa revela que existem percepções confusas e preconceitos em relação à dança de salão.
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Segundo Maristela Zamoner, Mestre em Ciências Biológicas da Universidade Federal do Paraná, cresce no mercado de ensino e, mais recentemente também no universo acadêmico, a popularidade da dança de salão. Partindo deste princípio, a pesquisa discute a instituição de um curso superior de Licenciatura na prática dessa atividade.
Foram entrevistados 86 acadêmicos de cursos das áreas de ciências exatas e humanas da cidade de Curitiba, com o objetivo de verificar percepções e preconceitos em relação à dança de salão de maneira isolada e comparada com outras atividades.
Verificou-se que, mais da metade afirma não haver conexão entre dança de salão e sexo, mas admite que a atividade pode revigorar sexualmente um casamento; muitos entendem que a atividade é compatível com usuários de drogas lícitas; a maioria acha desnecessária a educação formal dos docentes.
Destacando a análise sexual, a maioria dos entrevistados, 67,44%, considera que casais cujo casamento é sexualmente monótono podem revigorar sua atividade sexual praticando dança de salão. Entretanto, 65,12% afirma que não há relação entre dança de salão e sexo. Carlinhos de Jesus, professor e ícone da dança de salão brasileira, considera a dança uma arte da sedução. "Somos sensíveis a gestos de carinho que ficam adormecidos no dia a dia e são despertados por quem pratica a dança de salão, que tem o poder de fazer estes sentimentos aflorarem".
Os resultados do estudo concluem que há dificuldades para o estabelecimento de uma licenciatura na Dança de Salão. Para exemplificar, a Faculdade Metropolitana de Curitiba - FAMEC, é a única instituição brasileira que mantém um curso de caráter formal na área: especialização em "Dança de Salão - Teoria e Técnica". Investigações futuras são propostas para identificar os motivos das percepções verificadas.

Saiba mais aqui: Consulte o artigo na íntegra.

sábado, 29 de novembro de 2008

Dança que conquista

A reportagem publicada em outubro/2008, na revista Vip, da editora Abril, demonstra como a dança de salão pode ser um recurso de conquista, ocasionando namoros e até casamentos.
A habilidade na dança facilita a aproximação com as mulheres na balada. Como já foi dito no post A escolha do seu par, o dançarino é avaliado pela sua parceira e se torna irresistível uma possível atração. Segundo a revista, para a mulherada o talento na pista vale mais que a aparência do sujeito. "Se o cara não for bonito e dançar bem, as mulheres curtem do mesmo jeito", diz a professora de dança Alini Lima, que conheceu os dois últimos namorados no salão.
A matéria de Lívia Lombardo conta ainda com um guia dos melhores ritmos que se deve aprender para aprimorar as técnicas na paquera. Na lista estão descritos o zouk, a salsa, o forró e o samba-rock, indicando o tipo de público e os salões de dança das principais capitais.
Certos homens ainda têm preconceitos machistas em relação à dança e a VIP cita as palavras do professor Gustavo, experiente nas artes da paquera bailante, para contrapor esse pensamento. “Se o homem está aprendendo a cozinhar, que antes também era coisa de mulher, por que não pode aprender a dançar?”
Saiba mais aqui: Leia a reportagem na íntegra.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Chega de Saudade

Continuando a abordar a temática dos bailes de terceira idade, o filme Chega de Saudade, é uma ótima sugestão para entender melhor esse universo.
O título do longa, relaciona-se diretamente à forma como estas festas são vistas pelos não-freqüentadores, como “bailes da saudade”. Os personagens do filme, são inteiramente baseados em figuras reais que os realizadores e pesquisadores encontraram em seu trabalho na construção do drama.
O filme conta, numa única noite, histórias vividas pelos frequentadores de um salão de baile paulistano. A rotina no baile é pré-definida: as pessoas já se conhecem, já dançaram juntas e sabem o que esperar da noite. No entanto, a presença de uma jovem curiosa – Bel (Maria Flor), namorada do DJ (Paulinho Vilhena)– é capaz de acender sentimentos intensos nos personagens principais que, apesar de adormecidos, nunca deixaram de existir.

Saiba mais aqui:
  • Crítica do filme feita por Ronaldo Pelli, no G1, canal de notícias da Globo.
Assista ao trailer do filme:

Fonte:

domingo, 23 de novembro de 2008

Idosos na pista de dança


Na terceira idade, a dança pode ser considerada uma verdadeira terapia. Ela proporciona movimento regular e sem grande esforço, aliado ao convívio saudável com outras pessoas, em ambiente estimulante, repleto de música e alegria.
É sabido que a manutenção da boa forma física e de uma vida social ativa são fundamentais para a saúde e a longevidade do idoso. Contudo, nessa faixa etária, o início de qualquer atividade física requer, antes de mais nada, uma acurada avaliação médica.
Segundo Jussara Vieira Gomes, historiadora, antropóloga, dançarina e pesquisadora de dança de salão, "embora a maioria das pessoas com mais de sessenta anos já tenham dançado e comparecido a bailes no passado, é freqüente que tenham abandonado esta atividade há anos, de forma que, geralmente, buscam fazer aulas de dança para se reciclarem, aprender os passos e figuras dos diversos ritmos que estão na moda e conhecer pessoas com quem dançar e comparecer aos bailes."
A aposentada Maria Helena de Silvio, 53 anos, conta sobre sua experiência na dança de salão. Ela, que nunca havia dançado, nem na juventude, começou há quatro anos, por recomendação médica, pois tinha tendência à depressão. "A dança aumenta a minha auto-estima e me enche de entusiasmo de viver. Ao dançar, o lema é ‘Xô, depressão” Praticar dança de salão, para o idoso, não só representa uma melhor qualidade de vida, como também uma inclusão social. Para aqueles que acham não ter "mais idade" para dançar, devem procurar clubes especializados e descobrir que para dança não há idade. Nos bailes voltados para esse tipo de público dança-se de tudo, do tango ao bolero. É uma opção de juntar lazer ao bem-estar.

Saiba mais aqui: Veja uma reportagem sobre a Dança de Salão na Terceira Idade, no site da Age Mais

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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Maxixe - A Dança Proibida

O Maxixe, também conhecido por Tango Brasileiro, é um tipo de dança de salão criada pelos negros. Foi a primeira dança urbana criada no Brasil e surgiu nos forrós da Cidade Nova e nos cabarés da Lapa, Rio de Janeiro, por volta de 1875. Fez sucesso entre o fim do século XIX e o início do século XX.
Dançada a um ritmo rápido, sua coreografia nasceu da vivacidade da polca, os requebros da habanera e do lundu. O resultado foi uma dança sensual e muito desenvolta que acabou sendo até proibida. O que caracteriza a dança é uma coreografia muito peculiar e provocante. Para se dançar maxixe, é necessário ter os pés praticamente plantados no chão - mexe-se pouco com eles - e responder aos apelos enérgicos da música com acentuados requebros de cintura, pernas entrelaçadas e umbigadas.
No início o maxixe era dançado em locais mal-vistos pela sociedade, como as gafieiras da época que eram freqüentadas por homens em busca de diversão com mulheres de classes sociais menos favorecidas. Considerado imoral aos bons costumes da época, devido a forma sensual como seus movimentos eram executados, foi perseguido pela Igreja, pela polícia, pelos educadores e chefes de família. Sua entrada nos salões elegantes das principais capitais brasileiras foi terminantemente proibida até que, em 1914, Nair de Tefé, primeira dama do país, esposa do então presidente Hermes da Fonseca, iria escolher um maxixe, o "Gaúcho" ou "Corta-jaca", de Chiquinha Gonzaga, para ser executado ao violão, nos jardins do Palácio do Catete, para escândalo de todo o país. Mais tarde o maxixe estendeu-se aos clubes carnavalescos e aos palcos dos teatros de revista e enriqueceu-se com grande variedade de passos e figurações, firmando-se como a dança da moda.
A divulgação do dança maxixe foi levada a efeito por um bailarino brasileiro chamado Antônio Lopes de Amorim Diniz, um dentista, que abandonou a profissão e em companhia das bailarinas Maria Lina, Gaby e Arlette Dorgère levou o maxixe para Paris fazendo enorme sucesso. Pela elegância dos seus passos, acabou recebendo o nome de Duque.
O maxixe caiu em desuso, talvez por sua complicada coreografia. Mas deixou como herança o samba, do qual foi precursora.

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sábado, 15 de novembro de 2008

Tango - A Força da Sedução

Na dança de salão há muitos estilos que envolvem sensualidade, como já foi demonstrado aqui: a salsa, a lambada e o zouk. Mas nenhum tem uma força tão grande quanto o tango.
O tango foi desenvolvido na Argentina e no Uruguai no século XIX. A dança resulta da fusão da música européia, africana e gaúcha. Inicialmente o tango era dançado por gente humilde e do povo, já que famílias decentes não se expunham. Esteve associado com bordéis e cabarés, porque só as prostitutas aceitariam esse tipo de dança. Assim, fora desse âmbito, era comum que o tango fosse dançado por um casal de homens.
O tango é dançado normalmente em ronda (linha de dança que se faz no sentido dos ponteiros do relógio), numa posição cerrada, peito com peito, ou face encostada (cara a cara). A coreografia é complexa e tem um apelo dramático, pela enorme capacidade de improvisação no eterno tema do amor. A sutileza, a elegância, a manha e a destreza do "andar de gato" que caracteriza os bons bailarinos de tango realça o entendimento do par, a sua sensualidade e a delicadeza dos seus movimentos. Muitos dos rituais próprios do tango argentino resultam de códigos de conduta, regras de etiqueta e de relacionamento social que foram sendo estabelecidos ao longo do tempo.
Atualmente as aulas de tango são muito procuradas nas academias. Esse tipo de dança exige técnica, mas a beleza dos passos se deve a um estilo próprio de dançar que cada casal desenvolve.

"O Tango é a dança da carne, do desejo, dos corpos entrelaçados. É um diálogo novo, a sedução feita movimento, o ir e o vir, encontro de dois mundos. É um baile exibicionista, freneticamente belo que ronda sem temores o universo do lúdico. O casal de baile roça os seus sapatos entre sensuais carícias enquanto o atónito espectador ocasional, eterno 'voyeur', se fascina e deslumbra com o ardor do tácito romance entre os dançarinos."

Assista ao clipe abaixo com o melhor do Tango Argentino:

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Dança Comigo?

Dança Comigo, o filme que nomeia este blog, é mais um exemplo de como a dança de salão tem estado presente nos cinemas. O enfoque dessa vez é o novo sentido que a dança pode trazer para a vida das pessoas. Muitos estilos da dança de salão são mostrados no filme. Mas assim como em Vem Dançar o destaque é para o tango. O universo das academias de dança também é abordado como usualmente.

Resumo:

Dança Comigo?(2004) é uma refilmagem americana de filme japonês homônimo. Há vários anos o advogado John Clark (Richard Gere), leva uma vida rotineira do trabalho para casa e de casa para o trabalho. Apesar de amar sua mulher, Beverly (Susan Sarandon), e seus filhos, John sente que está faltando algo em sua vida. Por acaso vê na janela de uma academia Paulina (Jennifer Lopez), uma bela professora de dança. Esperando se aproximar dela, John se matricula na academia. No entanto Paulina rapidamente elimina qualquer possibilidade de envolvimento com John, mas isto não o faz deixar de ir à academia, pois ele acha cada vez mais relaxante e divertido dançar. Entretanto John não se sente à vontade para contar para Beverly, que ao ver mudanças no comportamento do marido contrata um detetive, pois suspeita que ele esteja envolvido com alguém.

Assista ao trailer do filme.

Veja o videoclipe da música Sway, trilha sonora do filme. Um clássico da dança de salão adaptado ao ritmo Pop do grupo Pussycat Dolls.





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terça-feira, 11 de novembro de 2008

A Escolha do Seu Par

Trecho de um artigo publicado na Revista Veja da Editora Abril que transmite o valor da dança de salão fazendo um paralelo entre a dança de ontem e de hoje. O enfoque está nas relações entre os casais. O papel do homem e da mulher na dança.
"Na dança de salão o homem tem uma série de obrigações, como cuidar da mulher, planejar o rumo, variar os passos, segurar com firmeza e orientar delicadamente o corpo de uma mulher. Homens levam três vezes mais tempo para aprender a dançar do que mulheres. Não que eles sejam menos inteligentes, mas porque têm muito mais funções a executar. Essa sobrecarga em cima do homem permite à mulher avaliar rapidamente a inteligência do seu par, a sua capacidade de planejamento, a sua reação em situações de stress.
Uma mulher precisa de muito mais informações do que um homem para se apaixonar, e a dança permitia a ela avaliar o homem na delicadeza do trato, na firmeza da condução, no carinho do toque, no companheirismo e no significado que ele dava ao seu par. Ela podia analisar como o homem lidava com o fracasso, quando inadvertidamente dava uma pisada no seu pé.
Essa convenção social de antigamente permitia ao sexo feminino avaliar numa única noite vinte rapazes entre os 500 presentes num grande baile. As mulheres faziam um verdadeiro teste psicológico, físico e social de um futuro marido e obtinham o que poucos testes psicológicos revelam.
Infelizmente, perdemos esse costume porque se começou a considerar a dança de salão uma submissão da mulher ao poder do homem, porque era o homem quem convidava e conduzia a mulher.
Criaram o disco dancing, em que homem e mulher dançam separados, o homem não mais conduz nem sequer toca no corpo da mulher. O som é tão elevado que nem dá para conversar, os usuais 130 decibéis nem permitem algum tipo de interação entre os sexos.
(...)Grandes dançarinos são grandes amantes, e não é por coincidência que mulheres adoram homens que realmente sabem dançar e se apaixonam facilmente por eles. (...) Se você for mãe de um filho, ajude a reintroduzir a dança de salão nos clubes, nas festas e nas igrejas, para que homens aprendam a lidar com carinho com o corpo de uma mulher.
Se você for mãe de uma filha, devolva a ela a oportunidade que seus pais lhe deram, em vez de deixar sua filha surda, casada com um brutamontes, confuso e insensível idiota."

Edição 1877, 27 de outubro de 2004. Por Stephen Kanitz.

Leia a matéria completa no site da Veja on-line

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Dançarte : Companhia de Dança Baiana

A Dançarte Companhia de Dança de Salão do Estado da Bahia, foi premiada em primeiro lugar na categoria de melhor academia de Salvador, e terceiro lugar como o melhor professor de Salvador, Ilmar Barreto.

"Mais do que simples forma de entretenimento, a dança é entendida como manifestação artística que se transforma. Por esse motivo, os participantes da Companhia de Dança de Salão do Estado da Bahia preocupam-se em investir na experimentação e na incorporação de inovações ao trabalho desenvolvido."

A Companhia oferece a possibilidade de exercitar diferentes ritmos, como: Samba, Bolero, Tango e Valsa. No site é possível encontrar mais informações e solicitar a matrícula on-line.


Endereço: Rua do Salete, 388 - Barris, Salvador/Bahia

Tel. : (71) 9156 - 8942

Mais informações no site: www.dancarte.com.br

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Etiqueta na Dança de Salão

A Dança de Salão é conhecida em grande parte do mundo por Dança Social. E como o nome diz, fica claro que há certos limites, que quando desrespeitados, fere as regras de qualquer modelo de bom comportamento.
As regras de hoje obviamente não são as mesmas de tempos atrás, mas respeito e educação nunca saem de moda. O convite não é mais exclusividade dos Cavalheiros e tanto pode como deve ser feito também pelas Damas. Alguns itens básicos es tão listados abaixo:
  1. Os dançarinos devem atender a sua necessidade conciliada com a dos outros. Se a forma de locomoção de um casal não for bem apurada, pode dificultar o fluxo e provocar acidentes.
  2. Ao dançar com alguém é preciso lembrar que qualquer atitude vai atingir seu par diretamente, por isso se deve pensar o tempo inteiro nos limites e no bem estar da pessoa com quem se está dançando.
  3. Respeite os limites de cada um e faça os passos comuns aos dois, mesmo sendo mais básicos, com prazer e da melhor forma possível. A sua forma de dançar pode inibir aqueles que não conhecem muito bem esse estilo de dança.
  4. Cantadas, piadinhas ou agarrões não devem acontecer em hipótese alguma durante uma dança.
  5. Nunca culpe seu par por erros. Sorria, peça desculpas e siga em frente. Não é necessário ficar falando sobre o porque e se justificar.
  6. Para as Damas é importante que se deixem acompanhar. Não tenham pressa para se afastar.
  7. Nunca esqueça de agradecer o prazer pela dança.

A dança é uma atividade extremamente prazerosa, então quando for dançar deixe do lado de fora seus problemas, a “cara feia”, o mau humor. Por ser dançada a dois, a Dança de Salão exige confiança e cumplicidade com o parceiro. Divirta-se e dance, dance muito, mas sempre respeitando as outras pessoas.

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quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Zouk, o filho da lambada

O zouk nasceu nas ilhas caribenhas de colonização francesa, mais frequentemente praticado nas ilhas de Guadalupe, Martinica e San Francisco. É um termo da língua kreole (mistura do francês com línguas africanas) que significa festa. Porém, nos seus lugares de origem existe uma forma de se dançar diferente da que se dança no Brasil.
Aproveitamos esse novo estilo musical para por em prática nossa velha conhecida lambada, que como foi dito no post anterior, entrou em decadência há alguns anos como música, porém nunca morreu como estilo de dança. Tanto que por algum tempo, quando a moda de dançar lambada estava em seu auge, o zouk era chamado de lambada francesa.
Dançamos o zouk como se dançava lambada, só que de forma mais lenta e sensual, mas os passos e movimentos são basicamente os mesmos. Uma característica básica da dança são as jogadas de cabeça e movimentos contínuos, que resultam em um passeio em liberdade melódica, com respiração nas pausas. É claro que como qualquer dança, os passos estão em constante evolução, sofrendo influências de outros ritmos, o que traz algumas diferenças entre a lambada-zouk de hoje e a lambada de antes.
A sensualidade do ritmo desperta o interesse dos jovens e torna o Zouk um dos estilos mais atraentes da dança de salão. Sua musicalidade enseja o romantismo, fortalecendo um dos mais gratificantes prazeres da vida, que é dançar. Assista o video abaixo e se entregue também a esse ritmo envolvente.


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domingo, 2 de novembro de 2008

Dançando Lambada!

Surgido no Pará na década de 70, a lambada é um ritmo eminentemente brasileiro resultante da fusão de ritmos já existentes no Brasil como o forró, na região Nordeste e o carimbó, da região Amazônica, e outros ritmos da América Latina como: a Cumbia e o Merengue. Diversos relatos de paraenses contam que uma emissora local chamava de "Lambadas" as músicas mais vibrantes. O uso transformou o adjetivo em nome próprio, batizando o ritmo.
A dança teve sua origem a partir de uma mudança do carimbó que passou a ser dançado por duplas abraçadas ao invés de duplas soltas. Assim como o forró, a lambada tem na polca sua referência principal para o passo básico, somando-se o balão apagado, o pião e outras figuras do maxixe.
A Lambada chegou e se desenvolveu em Porto Seguro. Inicialmente era dançada durante o dia e a noite nas areias das praias, em frente às barracas, passando mais tarde para os salões. De Porto Seguro foi para São Paulo, onde virou febre na cidade, mas teve a sua consagração nacional após o grande sucesso, na França, do grupo Kaoma, em 1989, com a música "Chorando se Foi".
Assista ao clipe da música:
O sucesso da lambada aqui e no exterior explode e em pouco tempo o ritmo está presente em filmes e praticamente todos os programas de auditório aparecendo até em novelas. É a hora dos grandes concursos e shows. A necessidade do espetáculo faz com que os dançarinos criem coreografias cada vez mais ousadas, com giros e acrobacias.
Depois de algum tempo o ritmo entrou em crise e a lambada foi perdendo espaço nos salões de dança. No entanto, o uso de músicas que tivessem a batida característica da lambada continuaram a ser tocadas. Assim novos estilos de dança apareceram influenciados pelo ritmo. O mais famoso de todos é o Zouk.
A lambada tem a sensualidade e o vigor necessários para encantar o mundo. Sua difusão nos deixou grandes legados. Boa parte dos talentos da dança de salão de hoje surgiram a partir da lambada. Foi esse ritmo que levou os jovens a conhcecer a dança de salão. E a visibilidade internacional conquistada - a lambada é a nossa dança de par mais conhecida no exterior (mais até que o samba), mas principalmente o resgate do direito de dançar abraçado, perdido a décadas.
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quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Comissão Brasileira da Dança de Salão


A Andanças (Associação Nacional de Dança de Salão) foi criada em 2001 na Primeira Semana da Dança da Mimulus em Belo Horizonte. Mas a primeira ação efetiva só veio a acontecer em fevereiro de 2003, novamente na Semana da Dança, quando Baby Mesquita, diretora da Mimulus, aponta para a urgência e a grande necessidade da classe, propondo a instalação imediata de uma associação nacional. Apesar da real necessidade de organização ficou decido que antes de efetivá-la seria preciso divulgar o máximo possível - dando espaço a todos os interessados para participar de sua elaboração.

A Associação tem o objetivo de divulgar a dança de salão, promover o intercâmbio e o aprimoramento profissional, realizar grandes eventos, criar um código de ética e disseminá-lo, lutar de maneira organizada pelos interesses gerais da classe de dança de salão, fortalecer o mercado, preservar as características culturais e artísticas da dança de salão, com respeito à suas diferentes formas e manifestações.

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domingo, 26 de outubro de 2008

Vem Dançar!

Inspirado na história real de Pierre Dulaine (Antonio Banderas), o filme Vem Dançar conta a trama do professor e competidor que ensina dança de salão como voluntário à turma de dentenção de uma escola pública do centro de Nova York.
A princípio Dulaine encontra resistência dos alunos, mais interessados em Hip-Hop, quando tenta apresentar seus métodos clássicos. Desse confronto nasce um novo estilo de dança, mesclando os dois ritmos e criando uma fusão única e cheia de energia. A narrativa mostra a força de vontade de um homem que luta por uma sociedade melhor. Quando Dulaine se torna um mentor para seus alunos, ensinando-lhes valores universais através da disciplina da dança, ele os motiva a aprimorar suas habilidades para participar de um concurso e compartilha valiosas lições sobre educação, respeito e honra.


No filme a dança tem um importante papel social. Durante todo o enredo as diferenças de classe são evidenciadas como estereótipos típicos da sociedade. O Hip-hop das classes baixas e populares contrapondo-se ao estilo clássico da dança de salão para os mais abastados. No entanto, a energia e emoção postas no modo de dançar é igual para todos, independente do ritmo. Essa é a principal idéia do filme. Transpor as formas de preconceito e desigualdade através da dança, caracterizando mais uma vez seu caráter multicultural.

De maneira envolvente o filme demonstra a mistura entre os estilos de street-dance com as danças clássicas de salão. Todas as coreografias são bem desenvolvidas, destacando-se o tango dançado por Pierre e a parceira Morgan. (Assista) Mas, uma das cenas mais espetaculares acontece no final, quando é dançado um tango a três.




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sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Dica de Site: Agenda da Dança de Salão Brasileira


Para quem deseja estar por dentro de tudo o que acontece nos salões de dança brasileira o site dançadesalao.com é a melhor alternativa. Através de uma interface didática o site é dividido em 8 canais de acessibilidade: Agenda de Bailes; Coberturas; Artigos; Dicas de Filmes; Academias/Dançarinos; Vídeos; Fórum e Loja Virtual. Possui parceria com o Jornal Dance em São Paulo e com Jornal Dance News no Rio de Janeiro, além de links com outros sites relacionados.
No ar desde 20 de fevereiro de 1997, a página na internet se dedica a divulgar informações que objetivam ampliar o intercâmbio e a valorização da dança de salão no Brasil e no mundo. Encontramos no site a relação de academias e centros de dança; agenda com o calendário completo dos bailes; dicas dos CD's mais tocados; um guia com informações sobre vestuário e ainda um espaço reservado aos famosos bate-papos.
Assita a um trecho da entrevista de Marco Antonio Perna, Webmaster da Agenda da Dança de Salão Brasileira, no programa Cyber Café da Vinde TV (NET, TVA), no dia 07 de novembro de 1998.

Profissionais e academias de dança podem preencher um cadastro para participarem da lista de busca no site. Outros interessados têm a opção de participar da Lista de Discussão. Ela é destinada a debater assuntos sobre o tema, informar novidades e divulgar eventos.

O site já foi premiado por 6 vezes na rede e teve louvadas citações em jornais e revistas do mundo. “Se depender da interatividade promovida pela Internet, os pés-de-valsa cariocas não ficarão uma só noite sem rodopiar nos salões da cidade. A equipe do site Dança de Salão faz um trabalho de primeira ao divulgar locais e horários de bailes no país inteiro e ao aproximar os simpatizantes do gênero numa comunidade virtual. Na seção ‘Históricos’, o visitante encontra preciosidades como o manual de boas maneiras nos salões."
O Globo/O Globo On - Informática etc/Internet etc, em 06/07/1998.
A página virtual oferece conteúdo suficiente para suprir qualquer interesse do internauta que se dispuser a buscar informação. De maneira rápida e prática o site oferece a melhor maneira de se manter atualizado sobre o que ocorre nos salões de dança brasileiro.
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segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Forró: O arrasta-pé que todo mundo sabe

Quem nunca arriscou um "dois-pra-cá, dois-pra-lá" que atire a primeira pedra. O forró é um dos ritmos mais populares da dança de salão. Essa dança brasileira, de origem nordestina, é conhecida também por arrasta-pé, bate-chinela, fobó, e forrobodó. No forró, vários ritmos musicais dessa região, como baião, o coco, a quadrilha, o trojão, o xaxado e o xote, são tocados, tradicionalmente, por trios, compostos de um sanfoneiro, um zambumbeiro e um tocador de triângulo.
Existem duas versões para designar o termo forró. Há quem diga que vem de “for all” (em inglês “ para todos”), o que indicava o livre acesso aos bailes promovidos pelos ingleses que construíam ferrovias em Pernambuco no início do século; no entanto, há quem defenda a tese de que a palavra forró vem do termo africano “forrobodó”, que significa festa, bagunça. A dança do forró têm influência direta das danças de salão européia, possui semelhanças com o toré e o arrastar dos pés do índios, com os ritmos binários portugueses e holandeses e com o balançar dos quadris dos africanos. Uma das principais características do forró é o ato de arrastar os pés durante a dança. De acordo com pesquisadores, o forró surgiu no século XIX. Nesta época, como as pistas de dança eram de barro batido, era necessário molhá-las antes, para que a poeira não levantasse. As pessoas dançavam arrastando os pés para evitar que a poeira subisse.
Embora seja tipicamente nordestino, o forró espalhou-se pelo Brasil fazendo grande sucesso. Foi Luiz Gonzaga que fez o forró cair no gosto popular e ser o sucesso que é hoje. Após vencer o preconceito do diretor artístico da rádio, que o proibia até de usar as roupas típicas do caboclo nordestino e que seriam depois sua marca registrada. Os migrantes nordestinos também contribuíram para difundir esse ritmo, principalmente nas décadas de 1960 e 1970.

O forró é dançado em pares que executam diversas evoluções, diferentes para cada um de seus estilos. Atualmente, existem vários gêneros de forró: forró eletrônico, forró tradicional, forró universitário e o forró pé de serra.
Aprenda alguns passos básicos:


Especialmente popular nas cidades brasileiras de Juazeiro do Norte, Caruaru, Mossoró, São Miguel e Campina Grande, onde é símbolo da Festa de São João, e nas capitais Aracaju, Fortaleza, João Pessoa, Natal, Maceió e Recife, onde são promovidas grandes festas. Atualmente, o forró está novamente no auge do sucesso e vem conquistando adeptos entre os jovens e adolescentes de todo país. Esta procura por um ritmo que até pouco tempo, era visto com preconceito, está mais uma vez mudando “ a cara” do forró.

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quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Dança Esportiva

A dança de salão de competição é conhecida no mundo todo como "Dancesport" ou "Ballroom Dance". Essas danças seguem passos restritos divididos em três níveis de aprendizado (bronze, prata, e ouro). Existem dez danças com estilo internacional e nove danças com estilo americano.

A dança esportiva se divide em duas seções: Danças Latinas – rumba, chachacha, paso doble, samba internacional e jive – e Danças Standards – valsa lenta, valsa vienense, slowfox, quickstep e tango internacional. Carla, graduada e mestre pela Escola de Educação Física e Esporte (EEFE), explica que em razão de a dança de salão ser vista como arte, avaliá-la se torna muito subjetivo. “Na competição de dança esportiva, os critérios utilizados pelos juízes são objetivos como em qualquer esporte. Essa é uma diferença marcante que separa totalmente a dança de salão da esportiva.”


A dança esportiva ajuda a aumentar a resistência cardiovascular, incorporar uma postura adequada, e manter o equilíbrio no dia-a-dia. A idade para o início da participação em competições de dança esportiva é aproximadamente 13 anos para a menina e 15 para o menino.

Na Europa, essas competições são realizadas há quase um século, enquanto no Brasil, ainda são pouco conhecidas. Mas essa modalidade competitiva ganha cada vez mais adeptos. Programas de televisão têm ajudado nessa divulgação. É o caso de “Bailando por um sonho”, do SBT. CSC

Os comitês de dança de salão internacional estão constantemente fazendo pressão para incluir esse esporte nos jogos olímpicos de verão.

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  • http://pt.wikipedia.org/wiki/Dan%C3%A7a_de_sal%C3%A3o
  • http://www.usp.br/espacoaberto/arquivo/2007/espaco76fev/0esportes.htm

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Dirty Dancing - Ritmo quente

Dando prosseguimento a discussão anterior, os anos 80 trouxeram alguns grandes fenômenos que popularizaram e consolidaram de vez a dança de salão como ela é hoje. Em 1987, o filme Dirty Dancing colocou a dança de salão novamente na escada da fama. Patrick Swayze e Jennifer Grey fizeram a dança de salão voltar a ter seu charme com uma emocionante história de amor envolvendo um jovem professor de dança e uma adolescente sonhadora, ambientada em cenas que misturam romance e coreografias espetaculares. Embalados sob o ritmo da canção The time of my Life, trilha sonora oficial do casal apaixonado, o filme aborda a sensualidade e o ritmo quente que envolve a dança, assim como a visão preconceituosa da sociedade da época quanto a estilos de dança como esse. Um tremendo sucesso de bilheteria (com mais de 230 milhões de dólares arrecadados no mundo todo) e de locações em vídeo e DVD (bateu a casa dos 25 milhões de dólares), o filme conquistou uma audiência que até hoje se faz presente nas reprises de sessão da tarde.
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domingo, 12 de outubro de 2008

Popularização da Dança

Esquecida desde a década de 70, com a "Era Disco", em que as pessoas passaram a dançar sozinhas em discotecas, a dança de salão ganhou força nos últimos dez anos. Impulsionada pela mídia, ela ressurge com força e ganha adeptos interessados em melhorar a forma física.
A popularidade da dança anda de mãos dadas com o surgimento repentino do assunto na telinha e na telona. Filmes recentes, como Vem dançar, Dança comigo? e Mad Hot Ballroom despertaram o interesse do jovem. O último, um documentário, aborda um programa social para crianças desprivilegiadas de Nova York, que usa a dança de salão para ensinar habilidades sociais.

Também existem os reality shows que contribuem na ascensão dessa modalidade de dança. A Dança dos Famosos, transmitida no Domingão do Faustão, pela Rede Globo, é a versão brasileira de um quadro espalhado por todos os cantos do mundo no qual famosos, em dupla com dançarinos profissionais, disputam uma competição de dança.
Para muitos jovens alemães, fazer festa não significa mais necessariamente ir a uma boate. Cada vez mais adolescentes se interessam por um passatempo que antes era associado à geração de seus avós. A ADTV(Associação Alemã de Escolas de Dança) aponta que outro motivo para o crescimento do interesse dos jovens é que as próprias escolas mudaram seu perfil. Hoje, as instituições se preocupam em atualizar seu repertório musical e oferecem um leque de atividades diversas, desde dança de videoclip até turmas unissex para casais gays. "As escolas perceberam que precisavam fazer mais para manter seus clientes. Agora elas parecem clubes: organizam festas, têm noites para jovens e oferecem workshops, levam os grupos para assistir a musicais", diz Kurz da ADTV.

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quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Salsa: O Tempero Picante da Dança

Pouco ou quase nada se tem escrito sobre as origens e a evolução da dança hoje conhecida como salsa. Uma das versões quanto à sua origem diz que derivou do danzón que era uma dança praticada em Cuba, com músicas fortes e melodia rica; outra diz que nasceu da mistura estilos praticados em Porto Rico influenciado pelos ritmos cubanos; já uma terceira versão diz que teria surgido em Nova Iorque, da mistura das Big Bands aos ritmos dos imigrantes cubanos e porto riquenhos. O nome Salsa se refere ao tempero, a algo picante, o que caracteriza efetivamente o ritmo. A Salsa cada vez mais se incorpora às danças tradicionais de Salão no Brasil mas teve seu auge na década de 60.

No final do século XVIII o homem tomava a mulher com a mão direita no centro das costas. Existia uma grande separação na zona pélvica e a aproximação se dava no torso, ambos dançando com as pernas semiflexionadas. Esta distância entre os pares se devia ao fato de que as jovens iam acompanhadas por suas famílias e era mal visto por todos o fato de os pares dançarem muito próximos. Ao dançar sempre se flexionavam os joelhos e com eles movia-se todo o corpo, sem deslizar (porque o chão era de terra). Por isso os pés se levantavam de forma exagerada. Conforme foi chegando às cidades do oriente, a maneira de se dançar o
son foi mudando. Os movimentos se tornavam mais suaves e a postura foi se assemelhando à do Danzon (embora menos rígida). O homem toma a mesma postura do son montuno, porém trocando a postura extremamente inclinada por uma mais moderada; além do mais, nas cidades podia-se arrastar os pés. Aqui o homem coloca a perna direita entre as da mulher, e o passo básico consiste em avançar e retroceder. Existe uma característica fundamental: o movimento da caixa torácica se inclinava para as laterais. No momento de pisar o pé direito o tórax se inclinava para a direita e ao pisar o esquerdo, se inclinava para a esquerda.
A salsa é um ritmo latino que mistura sensualidade e técnica. Á primeira vista pode parecer uma dança com passos complicados, mas é só conhecer um pouco e se entregar ao ritmo "caliente" que envolve seu corpo para descobrir o sabor desse tempero em sua vida.


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domingo, 5 de outubro de 2008

Dança sem Preconceitos

Como foi dito no post anterior a dança de salão traz muitas vantagens à vida de quem a pratica. É uma atividade física que pode ser feita por pessoas de todas as idades e nunca sai de moda. Jovens, idosos, altos, magros, gordos, baixos e até deficientes físicos podem se beneficiar desse caráter multicultural da dança. Beto Campos, bailarino e professor em São Paulo diz que: “Minha aluna mais nova foi uma menininha de 5 anos e meu aluno mais velho foi um senhor de 95 anos”.
Homens e mulheres procuram a dança por motivos diferentes. Elas vão em busca de uma atividade prazerosa que possa aliviar as tensões. Eles geralmente vão arrastados pelas esposas e namoradas. Os solteiros freqüentam os cursos de dança para conhecer pessoas ou para perder a timidez.
Ainda existe o preconceito de que dança de salão é “coisa de velho” e de que alguns ritmos, tais como o
bolero, é “brega e careta”. De fato, a dança a dois, durante certo período, foi praticada em poucos lugares, quase sempre localizados em bairros de periferia das grandes cidades e no interior do país. Seus adeptos, geralmente com mais de quarenta anos de idade, eram vistos como conservadores e antiquados pela grande maioria jovem da população, amante dos vigorosos movimentos dos ritmos próprios das discotecas dos anos 60. A popularização da dança em casal pelos jovens só surgiu nos anos 80 com o sucesso internacional da lambada. Estes descobriram o prazer da dança a dois e começaram a se aproximar de outros ritmos.
Felizmente, conceitos equivocados como esses estão mudando. Ao freqüentar os salões de dança as pessoas conhecem e acabam se entregando ao prazer de dançar. O vídeo abaixo exemplifica toda a abordagem descrita aqui e reflete o quanto a dança é uma atividade democrática.




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terça-feira, 30 de setembro de 2008

Dançar faz bem!

A dança de salão é essencialmente uma atividade social e provoca uma sensação de bem-estar psicológico. Permite a troca de experiências, estimula o diálogo e aumenta a motivação, além de ser uma excelente atividade física. Você pode queimar até 700 calorias em uma hora. Uma ótima opção para quem está cansado das rotinas de academia e deseja aliar diversão à hábitos saudáveis.
As pessoas que têm o hábito de dançar em salões apresentam uma mudança significativa de comportamento: menos timidez, mais confiança, mais vontade de encontrar os amigos e de sair para as baladas. O equilíbrio emocional, tão importante para emagrecer e manter o peso desejado é mais facilmente alcançado e se torna um fator decisivo para conquistar um corpo mais saudável.
Dançar aumenta a freqüência cardíaca, estimula à circulação do sangue, melhora a capacidade respiratória e queima muitas calorias.

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segunda-feira, 29 de setembro de 2008

A História da Dança de Salão


Antes de contar como a dança de salão surgiu vamos contextualizar o papel da dança na história. A dança é uma das artes mais antigas de que se tem conhecimento. A expressão corporal é de fundamental importância para o ser humano, fazendo com que aperfeiçoemos a nossa coordenação motora, além de que quando efetuada em grupo proporciona uma convivência social saudável e ainda, trazendo grande paz de espírito e benefícios ao organismo.
As primeiras danças sociais, como eram chamadas as danças em casais, surgiram no séc. XIV. Eram a base dance (1350-1550) e o pavane (1450-1650), dançadas exclusivamente por nobres e aristocratas. A Idade Média foi um período em que a dança, considerada pagã pelo clero foi condenada e proibida. Nos sécs. XIV e XVII a Inglaterra foi berço da contradanse, também só dançada pela Corte. Os mestres utilizavam muito dos desenhos geométricos no chão: o círculo, o losango, quadrados, retângulos, pois essas danças eram para serem vistas de cima, pelos aristocratas e nobres.
Com o passar do tempo a dança de salão foi se profissionalizando, com a criação da Real Academia de Música e Dança pelo rei Luís XIV, da França, sendo que a partir daí não é mais possível a participação de amadores dando espaço para qualquer pessoa aprender a dançar com objetivo cénico, por outro lado a corte continuou com seus bailes sociais. A popularização das danças sociais deu-se em 1820 através do Minueto, desenvolvendo-se o cotillos e a quadrille.
A forma de dança em casal foi levada pelos colonizadores para as diversas regiões das Américas, aonde deu origem às muitas variedades a medida que se mesclava às formas populares locais: tango na Argentina, o maxixe, que deu origem ao samba de gafieira, no Brasil a habanera, que deu origem a diversos ritmos cubanos como a salsa, o bolero, a rumba etc
No Brasil a dança de salão foi introduzida em 1914, quando a suíça Louise Poças Leitão, fugindo da I Guerra Mundial, aportou em São Paulo. Ensinando valsa, mazurca e outros ritmos tradicionais para a sociedade paulista, Madame Poças Leitão não imaginava que iria criar uma tradição tão forte, seguida por discípulos que continuariam a divulgar a dança de salão, entre elas o Núcleo de Dança Stella Aguiar.

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